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Taguatinga

Obra do viaduto de Taguatinga se arrasta e a do Eixão vira dúvida

Publicado

em

Myke Sena

A obra no viaduto da entrada de Taguatinga, pela rota que vem da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), vai fazer um ano. O trabalho, que era para ter sido concluído em maio do ano passado, já acumula mais de oito meses de atraso. Enquanto isso, os reparos trazem prejuízos financeiros: são R$ 5,4 milhões gastos, e a previsão é de que a obra demore mais 180 dias para ser finalizada. O atraso na construção põe em dúvida o tempo necessário para a recuperação do viaduto do Eixão Sul.

O prazo inicial era que até 25 de maio o alargamento do viaduto estaria pronto. No entanto, em outubro passado, o Jornal de Brasília mostrou que as obras não estavam concluídas. Na época, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF (Sinesp) informou que o atraso se deu porque os funcionário encontraram rochas no lado oeste — voltado para a Estrada Parque Contorno (EPCT), ou Pistão, como é conhecido — que não estavam mapeadas. Agora, no local, há uma placa dizendo que o término do alargamento seria em 25 de janeiro, mas as obras continuam.

Por ali passam, em média, 135 mil veículos por dia. O alargamento será no meio do viaduto e terá 1.236 metros quadrados. Após a conclusão das obras, haverá mais duas faixas, sendo uma exclusiva para ônibus. Essa é uma das obras inseridas no projeto Eixo Oeste, que ligará Ceilândia ao Plano Piloto. Ao todo, serão 38,7 quilômetros de extensão.

De acordo com a Sinesp, o novo atraso se deu por conta da necessidade de um aditivo financeiro, em função de ajustes no projeto. “A obra está em andamento e 22% dos serviços totais foram concluídos. Atualmente, o trabalho concentra-se nos pilares centrais da construção, cuja execução alcança 90% do total. Os serviços de fundação e a sinalização já foram concluídos”, aponta, em nota.

Ainda segundo a pasta, os recursos são provenientes do contrato de financiamento “Eixo Oeste”, da Caixa Econômica Federal, com contrapartida do governo de Brasília. O alargamento do viaduto está sendo realizado por etapas, “por questões logísticas e estratégicas, e para evitar que o trânsito de parte significativa do DF ficasse comprometido”. O novo prazo para concluir as obras é de 180 dias, a contar a partir do dia 25 de janeiro.

Solução deveria ser ágil

Cerca de 50 mil veículos passavam pelo viaduto do Eixo Rodoviário Sul, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A abertura das vias próximas ao local está prevista para, no mínimo, o dia 19 de fevereiro.

O governo de Brasília não possui ainda previsão para o término das obras, nem mesmo se a expectativa é de finalizá-las ainda no mandato do governador Rodrigo Rollemberg. Em entrevista coletiva na quarta-feira, o atual diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Márcio Buzar, informou que a pretensão era iniciar as obras o mais rápido possível.

O engenheiro civil João Bosco Ribeiro aponta que há soluções efetivas para que o viaduto seja reparado o mais rápido possível. “O viaduto foi feito em 40 dias. O engenheiro que fez o projeto afirmou isso nesta semana. Há 50 anos, sem a tecnologia que temos hoje, o viaduto foi construído nesse tempo. Então, tecnicamente há possibilidades de o governo fazer no tempo mais curto possível”, acredita.

Para Ribeiro, um período de 60 dias seria necessário para realizar as obras e entregar o viaduto à população. “Mas para fazer uma pequena obra o governo se enrola, aí o Ministério Público entra e judicializa tudo. O governo não tem condições de dar nenhuma previsibilidade para nada, fica no jogo de empurra”, critica. “A correção pode ser feita em 60 dias, no mínimo, mas sabemos que tem chances de ficar mais de anos, como a Ponte do Bragueto”, conclui.

O engenheiro reforça que é preciso mudar a cultura corretiva para preventiva. “O desabamento está proporcionando um lado positivo: a sociedade está tomando consciência que as obras, públicas e privadas, precisam ser mantidas. Economicamente falando, é vantajoso ter a cultura preventiva, porque a corretiva pode custar seis vezes mais”, finaliza.

Fonte: Jornal de Brasília

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