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Saiba quais cuidados seu corpo precisa durante o carnaval

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O carnaval é o momento de caprichar na maquiagem, nas fantasias e na diversão. Mas para que a comemoração não acabe antes da hora é preciso tomar alguns cuidados. A festa, que tem como uma das principais características a exibição do corpo, exige certos cuidados com a saúde dos foliões.

As aglomerações, os sprays de espuma e até mesmo os confetes e as serpentinas podem ser um risco para a saúde ocular, por exemplo, de acordo com o oftalmologista Dr. Adelmo Jesus dos Santos. De acordo com ele, o excesso de maquiagem pode causar terçóis, que são pequenos inchaços avermelhados na extremidade da pálpebra. “Além disso, lesões oculares, irritações e alergias também são comuns pelo uso de produtos de baixa qualidade”, acrescenta.

Mas isso não quer dizer que não pode utilizar os adereços e maquiagens. “Só é necessário tomar os cuidados e fazer o uso correto”,  recomenda o oftalmologista. Dr. Adelmo também chama atenção para a maior possibilidade de se contrair a conjuntivite, uma inflamação ou infecção da membrana externa do globo ocular. “Como o contato entre as pessoas é maior, o risco de se pegar essa doença é elevado”, destaca.

“Cílios de LED”

Uma das novidades do Carnaval deste ano, que faz cada vez mais sucesso nas ruas e nas redes sociais, são os “cílios de LED”. O adereço é uma fita formada por luzes para ser colada nas pálpebras dos olhos, próximos aos cílios, e assim dar a sensação de que estão piscando em diversas cores. O dispositivo se mantém funcionando por até quatro horas, por meio de uma bateria.

Para o Dr. Adelmo Jesus dos Santos, qualquer tipo de material que se coloca em contato direto com o olho pode trazer algum risco, mas o uso dos “cílios de LED” traz uma chance maior de problemas na saúde da região. “Esses adereços são mais resistentes e pesados, o que pode acarretar problemas mais sérios, como uma alergia, por exemplo”, ressalta. A recomendação, em caso de qualquer incômodo nos olhos, é procurar um oftalmologista o quanto antes.

Saúde auditiva e bucal

Cornetas, buzinas, tambores, entre outros apetrechos musicais, também podem se tornar um problema quando acionados muito próximos ao ouvido, podendo causar graves prejuízos à saúde auditiva. “Quem se dispõe a pular carnaval fica exposto a um som muito intenso”, explica o otorrinolaringologista Dr. Caio Athayde. Segundo ele, com a bebida associada, o problema aumenta pois, “além de prejudicial ao ouvido em determinados níveis, o álcool também torna as pessoas mais tolerantes ao som alto”, ressalta.

De acordo com Dr. Caio, a exposição ao ruído é definitiva para o corpo humano. “Ou seja, o zumbido que fica após a saída da exposição já deixa uma cicatriz auditiva, que pode se apresentar de forma mais intensa aos 50, 60 anos”, explica. A recomendação dele é evitar ficar próximo das caixas de som. “Se manter afastado da fonte sonora já ajuda a aliviar o impacto”, finaliza o especialista.

Quem pretende beijar muito durante os festejos também precisa tomar alguns cuidados. São várias as doenças transmitidas pela saliva, entre elas a mononucleose , conhecida como a “doença do beijo”, a candidíase oral, herpes e até sífilis. A cirurgiã dentista Ianara Pinho explica que as doenças são transmitidas e aparecem com mais facilidade quando a imunidade do corpo está baixa.

“O ideal seria evitar entrar em contato com tantas salivas”, brinca. “Mas se isso não for possível, é importante manter a imunidade do corpo alta, com uma alimentação saudável, muita água e controle de stress”, explica. Ianara ainda dá outra dica importante: “Evitar compartilhar batons, talheres e copos também ajuda a diminuir o risco de contrair as doenças”.

Fonte:Jornal de Brasilia

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