Uma catadora morreu na madrugada desta quinta-feira (2) depois de ser atropelada por um trator no lixão da Estrutural, região a 15 quilômetros do centro de Brasília. A Polícia Civil realizou perícia no espaço, e o corpo foi levado para a IML.

O lixão da Estrutural recebe mais de 2 toneladas de dejetos por dia e é considerado o maior da América Latina, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

ExtinçãoO SLU adiou mais de uma vez o fechamento do lixão da Estrutural. De acordo com o órgão, o fechamento só deve ocorrer depois que o aterro sanitário de Samambaia ficar pronto, o que deveria ter acontecido em agosto. À época, o SLU afirmou que o aterro ficaria pronto em outubro, mas a data foi adiada para dezembro. O prazo também não foi cumprido, e não há nova data definida.
O prazo para extinção dos lixões foi determinado pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos em 2 de agosto de 2010, com limite de quatro anos para ser cumprido. Pela norma, todas as cidades devem adequar sua gestão do lixo às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina ações como a extinção dos lixões do país, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios.
Os governantes que não cumprirem a lei podem ter de pagar multa de até R$ 50 milhões, além de ficarem impedidos de pegar empréstimo com a União. O DF ainda não foi multado.
O SLU diz que a conclusão do aterro de Samambaia foi adiada porque o Tribunal de Contas da União pediu mudanças no edital.

Indignados, colegas da mulher decidiram fechar a entrada do local. Eles protestam por mais segurança no trabalho. O grupo se sentou na porta do lixão e impediu o trânsito de carros e caminhões. Não houve registro de conflito.

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