
Solange Couto se sentiu mal na madrugada desta terça-feira (3/2) e pediu ajuda da produção após sentir fortes dores
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As plataformas de transporte por aplicativo que atuam no Distrito Federal passam a ser obrigadas a disponibilizar uma categoria destinada ao atendimento de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A medida está prevista na Lei nº 7.838/2025, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSD), sancionada em dezembro.
A nova norma altera a Lei nº 5.691/2016, que regulamenta o Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros Baseado em Tecnologia de Comunicação em Rede no DF. Com a mudança, as empresas deverão identificar, de forma clara, os veículos aptos ao transporte de usuários que utilizam cadeira de rodas dobrável, andador ou equipamentos similares.
Além da adequação dos veículos, a legislação determina que os condutores cadastrados nessa categoria participem de cursos de formação voltados ao atendimento de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, com foco em um serviço mais seguro, respeitoso e inclusivo.
Na justificativa do projeto, Robério Negreiros destacou que a iniciativa busca coibir práticas discriminatórias recorrentes no transporte por aplicativo. Segundo o parlamentar, são frequentes os relatos de usuários que enfrentam recusas de viagem, cancelamentos sucessivos e resistência por parte de motoristas em transportar equipamentos de apoio à locomoção.
“Infelizmente tem sido cada vez mais comum os relatos de pessoas com deficiência e famílias sobre motoristas de aplicativos que se recusam a levá-los, que se negam a transportar equipamentos como cadeira de rodas e cancelam as viagens reiteradas vezes. Além de vexatória e humilhante, a negativa de transporte praticada pelos motoristas de transporte por aplicativo afigura-se gravíssima”, afirmou o deputado.
Por fim, o deputado distrital também ressaltou que a proposta apresentada no Distrito Federal foi inspirada no Projeto de Lei nº 2.412/2023, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que trata de tema semelhante.

Fevereiro é um mês de ritmo próprio. Entre o Carnaval, os dias fora da rotina e os intervalos que surgem entre compromissos, a leitura encontra brechas: seja no descanso pós-bloco, na viagem ou nos momentos de silêncio longe da folia.
Para te ajudar a escolher bons livros para acompanhar este mês, o Metrópoles fez uma seleção que passa por romances, suspense, fantasia e obras de não ficção, com livros que funcionam tanto para leituras rápidas quanto para quem prefere mergulhos mais longos. Confira:


Rivalidade Ardente, de Rachel Reid (Ed. Alt)

O Supercatastrófico Passeio ao Zoológico, de Joël Dicker (Ed. Intrínseca)
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Invisíveis Marias, de Rejane Suxberger (Caravana Editorial)
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O Castelo de Vidro, de Stephen P. Kiernan (Ed. Rocco)
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Holmes e Moriarty, de Gareth Rubin (Ed. Globo Livros)
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Heartsong: O Bando, de TJ Klune (Ed. Morro Branco)
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Pitangas Verdes, de Mariana Lobato (Ed. Labrador)
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A Casa da Ópera de Manoel Luiz, de Celso Tádhei (Ed. Mondru)
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Nas Esquinas do Cuidado: Brenda Lee e a redução de danos, de Julia Bueno (Ed. Telha)
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Samba de Sétimo Dia, de Anderson Estevan (Ria Livraria)
DivulgaçãoO romance esportivo LGBTQIAPN+ Rivalidade Ardente (Heated Rivalry), que deu origem à série canadense de mesmo nome, chega ao Brasil em fevereiro. Parte da série de romances esportivos picantes Game Changers, o livro acompanha a rivalidade dentro e fora do gelo entre Shane Hollander, capitão do Montreal Voyageurs, e Ilya Rozanov, líder do Boston Bears — uma competição no hóquei que dá lugar a uma atração intensa.
Uma inundação suspeita na escola faz com que Joséphine e seus amigos sejam remanejados para a instituição de ensino do outro lado da rua. Formado por crianças atípicas, o grupo não consegue lidar facilmente com a perda da sala de aula que tanto amava. Por isso, os alunos embarcam em uma investigação cuidadosa para descobrir quem é o verdadeiro responsável pela interdição da escola.
O livro revela as dores silenciadas de mulheres que buscaram na Justiça amparo contra a violência. Escrita em forma de contos, a obra entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se transformou em dor.
Ambientada no pós-Segunda Guerra Mundial, a trama fala sobre o poder redentor da arte em uma França devastada pelo conflito. Inspirado na vida do artista Marc Chagall, o livro acompanha a jornada de um homem judeu que encontra refúgio na restauração artística ao produzir vitrais para catedrais bombardeadas.
A trama começa quando o ator George Reynolds procura Sherlock Holmes para investigar um contrato estranho. Ele é pago para encenar repetidamente uma peça sobre a morte do rei Eduardo IV, sempre para os mesmos doze espectadores.
O caso leva Holmes e o dr. Watson a um esquema sombrio que envolve cartas anônimas, assassinatos, rituais secretos e uma seita ligada à realeza britânica. Narrada alternadamente por Watson e pelo coronel Sebastian Moran, aliado de Moriarty, a história oferece um olhar inédito sobre o duelo entre Holmes e seu maior inimigo.
Terceiro livro da série Green Creek, Heartsong acompanha a história de Robbie Fontaine, um lobo em busca de pertencimento que, após a morte da mãe, passa de bando em bando para não se tornar selvagem. Convocado para a fortaleza de Caswell, no Maine, ele encontra um lar ao servir como segundo de Michelle Hughes, a Alfa de todos, até ser enviado a uma missão que o faz questionar tudo o que sabe.
O livro acompanha cinco dias da vida de Ana, mãe de dois filhos e divorciada. Vivendo no exterior, ela retorna a São Paulo após dois anos para se desfazer dos pertences da mãe, que morreu durante a pandemia de Covid-19. Para se dedicar à tarefa, deixa as crianças com o pai, mas os planos logo se frustram. Em meio ao luto e às tensões, Ana encontra apoio onde menos espera, ao se aproximar de uma taxista que acabou de conhecer.
A obra resgata a memória do segundo teatro em atividade no Brasil, fundado no Rio de Janeiro do século XVIII, e de seu idealizador, o português Manoel Luiz Ferreira. Com narrativa ágil e marcada pelo humor, Celso recria um período pouco explorado da cultura brasileira e traz à tona dilemas artísticos que seguem atuais.
O livro investiga narrativas de pessoas trans e travestis sobre redução de danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos a partir de uma perspectiva construcionista e feminista. Nesse contexto, a redução de danos é apresentada não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência diante das encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.
Nesta coletânea, Anderson Estevan parte de vivências e lembranças da periferia de São Paulo nos anos 1990 para reconstruir a paisagem de quem vive do lado de lá da ponte. Em Samba de Sétimo Dia, surgem sambistas de velório, jovens que encaram o crime, trabalhadores e personagens da periferia, em histórias atravessadas pelos batuques da umbanda e pelos exus nas encruzilhadas.

Anualmente, em 2 de fevereiro, uma multidão se reúne na cidade de Punxsutawney, na Pensilvânia, para acompanhar a previsão feita por uma marmota sobre o clima dos próximos meses. A tradição, conhecida como Dia da Marmota, é mantida nos Estados Unidos há mais de um século.
Na data, um animal é usado para “prever” se o inverno seguirá rigoroso ou se a primavera chegará mais cedo. Em 2026, a marmota Phil indicou que o frio deve continuar.

Multidão reunida para o Dia da Marmota em Punxsutawney, na Pensilvânia
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Phil, marmota que prevê o tempo em Punxsutawney, na Pensilvânia
Reprodução/Instagram
Membros da organização que promove o Dia da Marmota em Punxsutawney, na Pensilvânia
Reprodução/InstagramDurante o ritual, o público aguarda a saída da marmota da toca. Segundo a lenda, se o animal enxergar a própria sombra, o inverno deve durar mais seis semanas. Caso contrário, a primavera se aproxima. A celebração ocorre em diferentes estados, cada um com seus próprios representantes animais.
A tradição ganhou projeção internacional após o lançamento do filme Feitiço do Tempo, estrelado por Bill Murray, em 1993, que retrata o festival realizado em Punxsutawney, palco de um dos principais rituais ligados à data.
O costume, no entanto, é mais antigo. Ele foi trazido por imigrantes alemães que se estabeleceram na Pensilvânia no século XVIII e se manteve ao longo dos anos.
Embora seja celebrado há cerca de 140 anos na cidade, foi apenas em 1886 que o jornal Punxsutawney Spirit proclamou oficialmente a primeira celebração do Dia da Marmota no estado. Hoje, o evento reúne cerca de 30 mil pessoas anualmente para acompanhar a previsão feita por Phil.

O funcionamento dos restaurantes comunitários do Distrito Federal tem recebido aprovação da maior parte do público que utiliza o serviço diariamente. Um levantamento mensal conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) mostra que três em cada quatro usuários avaliam positivamente as refeições, enquanto quase a mesma proporção aprova o atendimento prestado nas unidades.
Quando analisada a percepção sobre a comida, os dados indicam que 55% dos entrevistados consideram a refeição excelente e 20% a classificam como boa. Outros 11% avaliam como regular e cerca de 13% afirmam que a qualidade é ruim. O resultado aponta que a avaliação favorável predomina sobre as demais categorias.
O serviço de atendimento também obteve maioria de avaliações positivas. 53% dos usuários deram nota máxima, e 20% consideraram o atendimento bom. As unidades situadas em Sobradinho, Brazlândia e Itapoã aparecem entre as mais bem avaliadas. Já 12% definiram o atendimento como regular, enquanto 14% relataram insatisfação. A pesquisa é produzida pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, os dados funcionam como instrumento de acompanhamento das políticas públicas. Segundo ela, além de medir a qualidade do serviço, o levantamento fortalece o diálogo com a população atendida.
“O estudo ajuda a confirmar o compromisso do governo no enfrentamento da fome e amplia a transparência das ações. Recentemente promovemos encontros dentro dos próprios restaurantes para ouvir quem utiliza o serviço. As sugestões recebidas têm sido fundamentais para aprimorar o programa”, afirmou.
Atualmente, o Distrito Federal mantém 18 restaurantes comunitários em funcionamento. Desse total, 15 unidades passaram por ampliação no modelo de atendimento, oferecendo café da manhã a R$ 0,50, almoço a R$ 1 e jantar a R$ 0,50, com funcionamento todos os dias da semana.
Além da ampliação dos horários e das refeições, os espaços passaram por reformas estruturais — muitas delas inéditas desde a inauguração das unidades, há cerca de 20 anos. As mudanças contribuíram para que o DF alcançasse o primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de combate à fome, reconhecimento concedido a políticas públicas voltadas à segurança alimentar.

Quinze anos depois de Fina Estampa, Marcelo Serrado assume o desafio de trazer o amado personagem Crô de volta às telinhas. Após conquistar o público na televisão e no cinema, o excêntrico mordomo de milionários volta ao horário nobre para movimentar a trama de Três Graças.
Ao Metrópoles, Marcelo revela que não encara a tarefa com leveza. Em meio a um elenco de vilões marcantes, como Ferrete (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera), e mocinhos cheios de personalidade, como Lorena (Alanis Guillen) e Viviane (Gabriela Loran), o ator conta que precisou de muito mais que nostalgia para trazer Crô de volta às novelas.


Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças
TV Globo/Léo Rosário
Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças
Reprodução/ TV Globo
Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças
TV Globo/Léo Rosário
Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças
TV Globo/Léo Rosário
Crô (Marcelo Serrado) aparecerá em Três Graças
Matheus Cabral/TV Globo
Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças

Marcelo Serrado como Crô na novela Três Graças
TV Globo/Léo Rosário“Crô é um personagem muito especial e marcante não só na minha carreira; é um personagem que rendeu momentos especiais na televisão, no cinema, e nas histórias das novelas, né? Então, poder trazer esse personagem envolvente e com humor ácido para os momentos de hoje é algo bacana e desafiador”, avalia.
Outro ponto importante que marcou o retorno do personagem foi a transição entre as diferentes fases da carreira do ator e do audiovisual brasileiro. Marcelo Serrado conta que atualizar o personagem foi uma das partes mais importantes durante as preparações para reforçar o elenco da obra de Aguinaldo Silva, criador do personagem.
“O Crô já tem uma personalidade e características dele muito marcantes, que são de quinze anos atrás. E é claro que, assim como na vida real, os personagens passam por essa ‘evolução’ nas falas e entregas, entende? Então estou muito feliz com esse retorno e receber esse carinho de todos (os fãs) é muito legal”, confessa.
Crô estreou em Três Graças nessa sexta-feira (30/1), em uma cena no quarto de hospital, onde Ferette (Murilo Benício) está internado. Ele chama Ferette de “faraó” e diz ser voluntário, se dispondo a ajudar o vilão.
O mordomo milionário chegou à trama e logo demonstrou interesse pela estátua de Três Graças. Além de cobiçar a obra de arte roubada de Arminda (Grazi Massafera), Crô irá confrontar a amante de Ferrete e expor segredos do passado da vilã durante uma visita a Josefa, quando vai conhecer Gerluce (Sophie Charlotte).
O retorno de Crô para a novela deixou a web em polvorosa. No X, antigo Twitter, internautas comemoraram o retorno do personagem. “Crô foi um personagem tão icônico em Fina Estampa que ganhou mais destaque que a protagonista, virou filme e 15 anos depois volta pra roubar cena em #TrêsGraças”, comentou um espectador.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) lançou um canal específico para o recebimento de denúncias anônimas relacionadas aos crimes de furto e roubo de cabos de energia elétrica. A iniciativa busca facilitar a participação da população, otimizar o fluxo de informações e reforçar o enfrentamento a um crime que provoca impactos diretos na segurança e na prestação de serviços essenciais.
Com o novo canal, o cidadão é direcionado diretamente ao ambiente destinado a esse tipo de ocorrência, sem a necessidade de navegar por outras opções do sistema. O formulário conta com perguntas objetivas e direcionadas, o que torna o preenchimento mais simples, rápido e eficiente.
A padronização das informações recebidas permite maior agilidade na triagem e análise das denúncias, além de contribuir para o encaminhamento mais preciso dos dados às unidades responsáveis pelas investigações. O canal também assegura o anonimato do denunciante, reforçando a segurança e estimulando a colaboração da sociedade.
Por meio do telefone 197, a PCDF disponibiliza quatro formas seguras para o envio de denúncias anônimas: o Disque-Denúncia (ligação gratuita, 24 horas), o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, o WhatsApp (61) 98626-1197 e o sistema de Denúncia On-line. A população pode relatar crimes já ocorridos, em andamento ou em fase de planejamento, sem necessidade de identificação. O sigilo é absoluto.
O furto de cabos de energia vai além do prejuízo material. Hospitais podem ficar sem energia, comprometendo o funcionamento de equipamentos vitais; comércios, bancos e prédios públicos têm suas atividades paralisadas; escolas ficam impossibilitadas de atender alunos; e bairros inteiros sofrem com apagões e aumento da sensação de insegurança.
Nos últimos anos, a PCDF intensificou operações para reprimir furtos, roubos e, sobretudo, a receptação de cabos e materiais associados. Um dos exemplos é a Operação Powercut II, deflagrada em outubro de 2025 pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), com foco na desarticulação de uma organização criminosa especializada em furtos, receptação e lavagem de dinheiro envolvendo cabos de energia, telefonia e internet, especialmente cobre, metal de alto valor no mercado ilegal.
A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva no Distrito Federal, Goiás e Rondônia. A ação foi desdobramento da Operação Powercut I, realizada em outubro de 2024, quando também houve cumprimento de mandados judiciais e bloqueio de mais de R$ 5 milhões em contas ligadas aos investigados.
Segundo o assessor-chefe da Assessoria de Comunicação da PCDF, delegado Lúcio Valente, o enfrentamento desse tipo de crime exige atuação integrada e uso de inteligência policial. “A PCDF atua para atingir não apenas quem furta, mas também quem lucra com esse mercado ilegal. Utilizamos tecnologia e análise de dados para mapear rotas, identificar organizações criminosas e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.
Dados oficiais indicam que, somente em 2025, mais de 86 quilômetros de cabos de iluminação pública foram furtados no Distrito Federal. Apesar do volume expressivo, as ações repressivas têm apresentado resultados. Na comparação entre o período de 1º de janeiro a 24 de outubro de 2024 e o mesmo intervalo de 2025, houve redução de 44% nas ocorrências desse tipo de crime.
O impacto positivo também é observado em regiões historicamente afetadas. Na Asa Norte, o acumulado de 2025 registra queda de 27% nos furtos de cabos e, apenas no mês de outubro, a redução em relação ao mesmo período de 2024 foi de aproximadamente 38%. Em 2025, a PCDF contabilizou 2.512 ocorrências de furto de cabos de transmissão de dados, telefonia e energia, com 228 pessoas presas em flagrante, tanto por inquéritos policiais quanto por termos circunstanciados.
A PCDF reforça que a colaboração da população é essencial para identificar autores, mapear rotas de escoamento do material furtado e desarticular grupos criminosos.
“As denúncias anônimas recebidas pelo 197 são fundamentais para direcionar nossas investigações e antecipar a atuação contra esses grupos. Cada informação contribui para reduzir os índices de criminalidade e levar os responsáveis à Justiça”, destacou Lúcio Valente.
Para auxiliar o trabalho policial, recomenda-se que o denunciante informe o maior número possível de detalhes, como endereço completo, pontos de referência, nomes ou apelidos de suspeitos, características físicas, placas de veículos, horários de movimentação, além de fotos, vídeos ou qualquer outro elemento relevante.
Casos em que a pessoa tenha sido vítima de crime devem ser registrados na Delegacia Eletrônica ou na delegacia mais próxima. Já situações de suspeita, conhecimento ou presenciamento de furto ou roubo de cabos de energia devem ser comunicadas pelo 197. A PCDF reforça: o sigilo é absoluto.

Quarenta anos depois do lançamento de Dona Beija, novela da Rede Manchete que revolucionou o gênero no país, a HBO Max resgata a história situada no Brasil Império em Dona Beja, a segunda novela do serviço de streaming, que estreia nesta segunda-feira (2/2).
Grazi Massafera é responsável por comandar a trama e assumir o papel que marcou a carreira de Maitê Proença. A personagem resgata a sensualidade que a tornou um símbolo nacional durante os anos 1980, mas com uma releitura que a atualiza para os dias de hoje.
Pesquisas do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG) e da Fundação Cultural Calmon Barreto confirmam que, assim como na trama de ambas as novelas, de fato existiu uma Ana Jacinta de São José, conhecida pelo apelido de Dona Beja, que viveu em Araxá (MG) no século XIX e que desafiou a sociedade da época.
Muito do que conhecemos da figura mitológica de Dona Beja, no entanto, são por sua vez baseado em outras obras de ficção, como os romances históricos A Vida em Flor de Dona Beja (1957), de Agripa Vasconcelos; e Dona Beja: A Feiticeira do Araxá (1979), de Thomas Othon Leonardos.
“A personagem Ana Jacinta ultrapassou a ficção e se tornou figura do imaginário popular, alimentando debates sobre moralidade, sexualidade e poder feminino”, avalia o professor de cinema e audiovisual Luiz Fernando da Silva Jr., da ESPM.
“Hoje, a nova versão da HBO Max revisita esse legado sob outra perspectiva: a personagem deixa de ser apenas mito erótico e passa a ser figura histórica complexa, marcada pela violência, pela exclusão e pela construção de poder dentro de uma sociedade patriarcal. A nova versão não abandona o legado da original da Rede Manchete, mas o ressignifica, transformando um ícone erótico dos anos 1980 em uma figura histórica complexa, capaz de dialogar com o público contemporâneo”, acrescenta.


Grazi Massafera em Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Cena de Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Cena de Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Grazi Massafera em Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Grazi Massafera em Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Cena de Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Cena de Dona Beja, nova novela do HBO Max
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Grazi Massafera em Dona Beja, nova novela do HBO Max
DivulgaçãoAtualizar a história de Dona Beja, considerando tanto a parte histórica quanto narrativa da personagem, foi uma das principais preocupações dos autores do remake da HBO Max, Daniel Berlinsky e António Barreira. O objetivo, segundo eles, foi de não apenas recontar a história da novela da Rede Manchete, mas fazer uma releitura que respeitasse a história real e mostrasse o que é “ser uma mulher à frente do seu tempo hoje”.
“O que se sabe de verdade sobre ela cabe em meia página”, destacou Berlinsky em uma coletiva de imprensa sobre o lançamento da novela. “Ela era uma mulher solteira, com duas filhas, que se sustentava sozinha. Só isso já bastava para virar escândalo. Nada ali diz que ela era cortesã ou mulher da vida”, explica.
Assim como nas adaptações para as telinhas, Ana Jacinta, a Dona Beja, de fato foi sequestrada pelo ouvidor do rei e abandonada à própria sorte dois anos depois. Desamparada e taxada como uma mulher impura e indecente pelos moradores da cidade imperial mineira.

Sob a reputação indigna, ela ergueu a a Chácara da Beja, que ganhou fama como a Chácara do Jatobá, a mais desejada casa de prazeres do Império. O local serviu de ponto de encontro de membros da elite social e intelectuais liberais da época. E também foi onde Beja reencontrou o antigo noivo Manoel Fernando Sampaio, o primeiro par romântico da protagonista na trama.
Os demais acontecimentos, no entanto, encontram-se misturados entre registros históricos imprecisos, marcados pelo fascínio popular. Assim, como os registros que temos hoje, como contextualiza o historiador Alexandre Gama, não são suficientes para precisar com certeza o que é a história real de Anna Jacinta; e o que são relatos ficcionais da sedutora Dona Beja.
“A personalidade ousada de Ana Jacinta e o comportamento altivo para a época fez com que ela caísse nas graças do povo e dos romancistas da época”, explica. Esta falta de exatidão, no entanto, não diminuiu a importância da figura histórica que foi a personagem, muito menos o valor das novas adaptações da história.
“Uma obra de ficção se beneficia ainda mais de uma personagem cujo amparo documental se encontra perdido, desconhecido ou mesmo inexistente. A liberdade criativa se torna maior e os críticos, possivelmente, menos exigentes”, avalia o historiador.
A partir desta segunda-feira (2/2), a HBO Max adota o mesmo modelo de Beleza Fatal que revolucionou o gênero das novelas em 2025. Ao todo, a trama será intensa e dividida em 40 capítulos, lançados cinco de cada vez semanalmente.

A produção representa mais uma grande aposta do serviço de streaming, que agora busca repetir a fórmula da novela de Raphael Montes, desta vez com a tarefa de consolidar o modelo que já agradou ao público brasileiro apaixonado pelo gênero.
“Ao apostar em Dona Beja, a HBO Max está fazendo exatamente isso: recuperando um título forte, reconhecível e carregado de memória afetiva, mas reposicionado com linguagem contemporânea”, analisa o professor Luiz Fernando da Silva Jr. “O sucesso anterior da estratégia demonstrou que a novela pode funcionar como ponte entre dois ecossistemas — o streaming e a TV aberta – e Dona Beja, por ser um título carregado de memória afetiva, tende a potencializar esse efeito”, acrescenta.

A relação dos blocos de rua autorizados a desfilar no carnaval de Brasília em 2026 já está definida. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa concluiu o processo de habilitação e confirmou 76 agremiações para integrar a programação do DF Folia, que ocorrerá entre 6 de fevereiro e 1º de março.
Os grupos inscritos passaram por análise técnica que considerou desde a regularidade documental até a viabilidade dos desfiles. Também pesaram na avaliação fatores como a concepção artística de cada bloco, o público esperado e a capacidade de organização das apresentações. A categorização por porte foi adotada como estratégia para distribuir melhor os eventos pelos espaços urbanos.
A lista reúne blocos já consolidados no calendário carnavalesco da capital, como Setor Carnavalesco Sul, Suvaco da Asa, Bloco da Baratinha, Bloco das Montadas, Bloco do Amor e Bloco na Batida do Morro. A diversidade dos selecionados reflete diferentes estilos musicais e propostas culturais presentes na folia local.
As apresentações estarão espalhadas pelo Plano Piloto e por regiões administrativas, ampliando o alcance da festa e estimulando a ocupação cultural dos espaços públicos em Brasília. Segundo a organização, a meta é garantir um carnaval mais estruturado, com programação equilibrada e maior participação popular.
O cronograma detalhado dos desfiles pode ser consultado na plataforma oficial do evento. A expectativa é de que o DF Folia 2026 consolide o carnaval de rua como uma das principais expressões culturais do Distrito Federal, reunindo foliões de diferentes perfis ao longo das semanas de festa.



A remuneração das empresas de ônibus, suas despesas operacionais, os investimentos na renovação da frota e o cumprimento da programação das viagens passarão a ser informações de acesso público no Distrito Federal. Esses dados deverão ser disponibilizados em site oficial, em formato de dados abertos, conforme determina a Lei nº 7.836/2025, de autoria do deputado distrital Max Maciel (PSOL). Sancionada em dezembro, a norma entra em vigor após o prazo de 60 dias, com efeitos previstos a partir do fim de fevereiro.
“A lei é um passo importante para romper com a cultura da falta de transparência que marca o transporte público no DF. Há anos, o transporte do DF sofre com falta de clareza, licitações problemáticas e gastos sem explicação”, avalia o parlamentar.
Segundo Max Maciel, a falta de informações claras sobre os custos do Sistema de Transporte Público do Distrito Federal (STPC-DF) é uma reclamação antiga. “Desde o início do mandato, temos questionado quanto custa o Sistema de Transporte Público, e nunca recebemos resposta. A população tem o direito de saber, porque é do imposto de cada trabalhador que saem os milhões repassados às concessionárias, que não são refletidos na qualidade do serviço prestado”, afirma.
A legislação estabelece que, para cada empresa contratada pelo governo, deverão ser divulgados dados detalhados sobre a operação do serviço. Entre as informações exigidas estão o número diário de viagens programadas, realizadas, omitidas, atrasadas ou notificadas por descumprimento da programação, além da quantidade de passageiros transportados, com identificação dos veículos utilizados e da quilometragem rodada. Também deverão ser informados, mensalmente, os veículos da frota em operação, com dados como placa, número de ordem, tipo, ano de fabricação do chassi e da carroceria, tipo de combustível, existência ou não de ar-condicionado e recursos de acessibilidade.
A lei ainda determina a divulgação das fontes de receita das empresas, incluindo valores arrecadados por meio do cartão mobilidade, da catraca, de incentivos fiscais, de outras receitas e de transferências governamentais. No campo das despesas, deverão ser apresentados os custos totais e por quilômetro rodado, discriminando gastos com pessoal próprio e terceirizado, manutenção e operação, tributos, depreciação, investimentos para renovação da frota, financiamentos, outras despesas e a margem de remuneração. Também deverá ser publicado o resultado fiscal mensal de cada concessionária.
Por fim, as informações deverão ser disponibilizadas no formato GTFS (General Transit Feed Specification), padrão internacional utilizado para a organização de dados do transporte coletivo, como itinerários, horários, paradas, tarifas e estrutura das linhas, amplamente empregado por plataformas digitais como o Google Maps, o que permite que aplicativos e serviços de navegação sugiram rotas e linhas de ônibus aos usuários com base em dados oficiais e atualizados.

Maria Bethânia, de 79 anos, e Caetano Veloso, de 83, transformaram em turnê o reencontro artístico que o público aguardava havia décadas. A Caetano e Bethânia Tour, que também originou o álbum Caetano e Bethânia Ao Vivo, ganhou reconhecimento internacional neste domingo (1º/2), com a vitória dos irmãos na categoria de Melhor Álbum de Música Global no Grammy 2026.
A parceria levou ao cenário internacional um repertório que há mais de 60 anos ocupa lugar central na música brasileira. Referências de sua geração, Caetano e Bethânia mantêm relevância artística com obras que atravessam épocas e formatos de consumo.

Embora tenham dividido projetos e participações ao longo da carreira, a turnê marcou uma reunião estruturada dos dois nos palcos, concebida como celebração da trajetória artística de ambos.
O projeto foi pensado como um espetáculo de formato mais próximo e centrado no repertório, revisitando canções que atravessaram gerações e ajudaram a definir a música popular brasileira nas últimas décadas. Para artistas e público, o encontro representou um momento simbólico de convergência entre duas carreiras que sempre caminharam em diálogo.
No Grammy 2026, o álbum concorreu na categoria de Melhor Álbum de Música Global ao lado de trabalhos de Sounds of Kumbha, Burna Boy, Youssou N’Dour, Shakti e Anoushka Shankar com Alam Khan e Sarathy Korwar.
Para o músico Rodrigo Karashima, diretor do Karashima Instituto de Música, a indicação funciona como reconhecimento de um percurso já consolidado.
“Sendo um encontro histórico entre dois ícones da música brasileira, essa indicação representa uma coroação de dois artistas que nem precisavam de mais nada na carreira. A voz incrível de Bethânia, prestes a completar 80 anos, mostra quão diferenciada ela é. E por mais que no imaginário geral se mencione ‘talento’ ou ‘nasceu para isso’, existe muito trabalho envolvido, coisas que o público não vê”, diz o músico Rodrigo Karashima, diretor do Karashima Instituto de Música.
Caetano Veloso já havia sido indicado ao Grammy em outras ocasiões, inclusive na categoria de Música Global, e soma duas vitórias. A edição deste ano marca a primeira indicação de Maria Bethânia na premiação internacional.
Iniciada em agosto de 2024, a turnê passou por cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. O repertório combinou clássicos das duas trajetórias com releituras recentes. Entre os destaques esteve Fé, de Iza, reinterpretada em cena com tom de afirmação e resistência, que se tornou um dos momentos mais comentados das apresentações.
O projeto foi recebido como um marco para o público, ao reunir no mesmo palco dois artistas centrais da música brasileira em uma fase de plena maturidade criativa.
Especialistas afirmam que a indicação dos irmãos para o Grammy não comprova a importância de sua existência, mas reafirma os árduos passos dados pelos cantores para perdurarem nos mais de 60 anos de carreira.
“A indicação de Caetano e Bethânia juntos ao Grammy não é só sobre dois gigantes. É mais uma etapa num processo longo de legitimação simbólica, que sempre envolve várias instâncias atuando em camadas: público, crítica, pares, mídia, mercado e, claro, prêmios consagradores”, afirma Dani Ribas, doutora em sociologia e coordenadora do Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).

Quando eles aparecem juntos, isso também funciona como um gesto de memória viva da MPB. Uma lembrança pública de que essa tradição não nasceu pronta, ela foi sendo construída em disputas, alianças e critérios de valor ao longo do tempo.
Dani Ribas
Já Rodrigo Faour, historiador da música brasileira, completa: “Um reconhecimento de dois artistas ímpares no cenário da música mundial, com seis décadas relevantes de carreira, sempre se renovando e renovando público. Não é para qualquer um. Um fato raro mundialmente”.
“O fato de serem os dois juntos é muito representativo, não só por serem irmãos, mas para mostrar as novas gerações que uma carreira do tamanho da deles também se constrói na união pela arte — num mundo onde o que cada vez mais o que importa são cliques, algoritmos e likes”, aponta Karashima.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que uma indicação ao Grammy tem peso internacional, mas também funciona como vitrine para a diversidade e a sofisticação da produção musical brasileira.
“O Brasil sempre esteve em destaque quando o assunto é música, e agora com a indicação dos filmes brasileiros ao Oscar, vemos que a cultura e o fazer artístico brasileiro seguem fortes”, diz Karashima, enquanto Faour completa:
“A força dos dois irmãos, juntos pela primeira vez numa turnê em estádios, algo de vulto, e cada um com seis décadas de carreira, pode ter chamado a atenção do júri pela força do repertório e da influência deles na cultura de um país continental como o Brasil.”
