Depois da matéria no Jornal Fogo Cruzado com a Natália que foi agredida na Pastelaria Viçosa na rodoviária do Plano Piloto, por  ser travesti, O movimento  LGBT do Distrito Federal faz grande manifestação hoje na rodoviária em frente a pastelaria, local onde a Natália foi agredida pelo funcionário e gerente do local.

 

Entenda como tudo aconteceu:

Segundo Natália todos os dias ao ir para o seu trabalho, a sua rota era a rodoviária do Plano Piloto, ela afirma para nossa equipe que ouvia piadinhas dos funcionários da viçosa, inclusive do próprio gerente do estabelecimento, eles chamavam ela por nomes masculinos como José, Pablo e outros, mas como os deboches eram praticamente todos os dias, e que já estava quase perto de 1 mês, a Natália resolveu conversar com os funcionários do estabelecimento, Mas não teve sucesso, foi chamada de viado pelo funcionário que automaticamente deu a volta no balcão e começou a agredir Natália, ao todo, foram 3 pessoas, dois funcionário e o terceiro foi o gerente do local, ela foi jogada no chão e  espancada, alguns mendigos e pessoas inconformadas com a ação dos funcionários que conseguiram  separaram os funcionários da Natália.

O caso foi registrado na quinta delegacia de polícia 5ª Delegacia DP  ocorrência 6488/2017-0

Natália é formada pela Estadual do Goiás e licenciada em matemática e física, trabalhou no Governo do Estado de Goiás 8 anos, por preconceito de outras pessoas Ela não exerce mais as atividades, ela também faz parte de projetos na Estrutural que ajudam mulheres que são espancadas pelo marido.

“Como funciona uma mente de uma pessoa dessa, eu tinha que chegar em minha casa e me matar, eu tinha que perde o gosto da minha vida para satisfazer o ego dele, eu nunca vou fazer isso, será se eu me tornando igual a ele resolveria o problema dele, ou resolveria o problema da cidade,  ou do mundo ? O problema do mundo não é eu.”    afirmou Natália.

 

Esse é o quarto caso de agressão física e psicológica registrado desde o início do ano, segundo a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). Ainda de acordo com a pasta, no primeiro trimestre de 2017, o número de ocorrências de injúria preconceituosa sobre sexo e gênero chegou a 27. No mesmo período do ano passado, foram 16 casos.

 

A Viçosa afirma que demitiu o funcionário dois dias após o ocorrido. Segundo a proprietária da empresa, Patrícia Rosa Calmon, a agressão aconteceu no horário de lanche do empregado, que trabalhava das 22h às 6h. “Ele já estava nos dando problemas. Esse episódio foi o estopim. Vamos acatar as sugestões do conselho de Direitos Humanos, mas precisamos que nos informem detalhes do curso de formação. Não admitimos preconceito na empresa”, afirma

Hoje ás 15 horas o Movimento de LGBT faz manifestação em frente a pastelaria viçosa na Rodoviária do Plano Piloto.

Por: Edvaldo Campos

Nada Além da verdade

 

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